Evolução e reconhecimento da profissão de psicologia

Meu convívio com a psicologia vem desde 1974, ano no qual ingressei na faculdade de psicologia. Naquela época, o trabalho de psicólogo era quase um acessório e carregava uma reputação negativa. Nestes 40 anos, acompanhei a evolução da ação da psicologia clínica e educacional mais de perto. Como a sociedade mudou, os aspectos científicos, políticos e tecnológicos agem de maneira diferente e, imensamente, ampliada.

Como em todo lugar que tenha pessoas e relações humanas há trabalho para o psicólogo, o que aumentou muito a necessidade deste profissional. Apenas para citar algumas mudanças: há politicas novas, a pouco tempo inexistentes para discutir o lugar da criança, da mulher, do adolescente, para falar das questões de violência física, psíquica, do assédio que há 40 anos atrás não tinham importância.

Atualmente, há um novo olhar para os relacionamentos afetivos, por exemplo, os re-arranjos, os recasamentos, as famílias disfuncionais e as reconstruídas são “objeto” de pesquisa e atuação de políticas públicas bem como as diferenças de gênero e suas discriminações.

Tudo isso requer um novo manejo do psiquismo e das relações, de suas intensidades e sutilezas, que pode conduzir uma vida mais rica de possibilidades. Requer uma modificação de rumo de consciência para os pais, os educadores, os profissionais da saúde e os gestores em organizações. É importante realizar uma de revisão de propósitos e de projetos.

É nesta revisão que a psicologia atua. Neste “inter” e neste “intra”. Quanto trabalho, não?

Outro campo fértil de atuação da psicologia se abriu a partir da evolução da medicina, pois ela identifica sintomas patológicos sem soluções e tem recomendado intervenções psicológicas junto aos procedimentos médicos.

O psicólogo passou a ser um profissional obrigatório em algumas instituições governamentais ou regidas por rígidas regras do governo. Assim, há psicólogos em escolas, hospitais, autarquias do governo e em planos de saúde, por exemplo.

Devemos considerar que o desenvolvimento humano em geral melhorou a consciência de “si mesmo”; as pessoas identificam melhor os elementos “estranhos” ao percurso de sua evolução e começam a achar: “isso está esquisito” isso “não está certo”, e buscam mais respostas em direção a felicidade e a qualidade de vida.

Por essas e outras, que a Psicologia é uma boa opção de trabalho e de profissão para os próximos tempos e espero que seja por muitas gerações.

Cassilda Borges Psicóloga clínica, com experiência em Uberlândia há 33 anos, diretora da Casa Das Cenas há 22 anos. Organizadora de 14 turmas de pós graduações em Uberlândia na área da psicologia clínica.

Acesse: Casa das Cenas

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